Era pra ser só um café da tarde com a pessoa amada, mas foi o começo da terceira parte daquele que na minha mente é um pretensioso projeto de desbravamento e libertação da América do Sul luso-espanhola.
Pra você que ainda não sabe, no já remoto maio de 2010 eu e meu amigo Marcel saímos acelerados numa pick up Corsa a andar pelo sul do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Uruguai. Passamos 29 dias nessa andança, conhecendo novas paragens, sotaques, pessoas. Conhecendo a nós mesmos. Trouxemos na bagagem milhares de fotos, regalos, lembranças, sonhos, e sapatos sujos com poeira de cada parte por onde passamos. Ao pisarmos de volta no nosso Brasil, misturando terra estrangeira com terra daqui, foi impossível não reforçar a miscigenação e não afirmar com um orgulho obscuro: meu país é a América do Sul, sim senhor!
Essa foi a primeira parte do projeto Infinita América. Veja detalhes no blog http://infinitaamerica.blogspot.com.br/.
A Infinita América - parte dois, segunda etapa do projeto, pode ser conhecida em detalhes no blog http://infinitaamerica-partedois.blogspot.com.br/. Será fácil perceber o tamanho da ficção em que me meti e como a contação dessa viagem fala muito mais de descobrimento interno que de externo. Há muita coisa mal escrita, é claro, mas há fotos e descrições para quem está aqui apenas para conhecer lugares. Há pedaços de Bolívia, Peru, norte da Argentina, Chile e Brasil. Pedaços percorridos por mim numa viagem solitária de vinte e poucos dias em maio de 2011, a bordo de ônibus limpos e embarreados, trens de baixa velocidade, vans de nacionalidades variadas e pick ups que andam na areia e no sal.
Mas, voltando ao café com a pessoa amada, conta a lenda da minha memória que numa daquelas tardes de fim de ano inesquecíveis de Assis, num dia em que o sol e o vento penetravam por ângulos únicos as janelas e portas da pequena casa localizada ao lado de um terreno baldio, Veridiana me ofereceu um café de máquina. Estávamos esparramados no chão da sala, encostando o corpo no piso frio para aliviar o calor, mas ainda assim ela me ofereceu um café. Eu aceitei e de uma tacada só disse: "Falta passar por Equador, Colômbia e Venezuela". "Ahnnn?" ela respondeu. "Pra completar a Infinita América faltam esses países. Já passei por Paraguai, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia e Peru. Faltam só os três lugares que falei pra completar minhas andanças pelos países de língua espanhola da América do Sul. São os times desses países (e alguns convidados do México) que jogam a Taça Libertadores da América". Veri me estendeu o copo de café quentinho dizendo pra eu por mais açúcar, se quisesse, e acrescentou: "Ahn, e o Corinthians vai jogar a Libertadores esse ano, não vai? Já pensou assistir um jogo num desses lugares. Ia ser demais! Vamos fazer essa viagem juntos, Fábio?".
Daquele dia de novembro ou dezembro em diante, só fizemos falar e planejar a tal viagem. A Infinita América - parte três que aqui vos apresento com certa dose de orgulho e vaidade, mas com muito mais humildade que das outras vezes, porque dessa vez fui ao lado de uma mulher e as mulheres estão aqui para nos ensinar sobretudo a humildade.
Assim, em outro maio que já vai ficando lejos na minha memória, lá fui eu outra vez pelas terras da América do Sul. Para completar meu sonho e meu projeto. E por acreditar que só depois de eu ter pisado descalço o chão dos 10 países desse continente, que faço questão de chamar de tão meu, o Sport Club Corinthians Paulista do meu coração poderia enfim erguer a taça do lugar que nos pertence e gritar alto: estamos libertos! E , antecipando o final da saga, foi assim que tudo aconteceu: a Taça Libertadores da América é nossa!
* * *
Pra você que ainda não sabe, no já remoto maio de 2010 eu e meu amigo Marcel saímos acelerados numa pick up Corsa a andar pelo sul do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Uruguai. Passamos 29 dias nessa andança, conhecendo novas paragens, sotaques, pessoas. Conhecendo a nós mesmos. Trouxemos na bagagem milhares de fotos, regalos, lembranças, sonhos, e sapatos sujos com poeira de cada parte por onde passamos. Ao pisarmos de volta no nosso Brasil, misturando terra estrangeira com terra daqui, foi impossível não reforçar a miscigenação e não afirmar com um orgulho obscuro: meu país é a América do Sul, sim senhor!
Essa foi a primeira parte do projeto Infinita América. Veja detalhes no blog http://infinitaamerica.blogspot.com.br/.
A Infinita América - parte dois, segunda etapa do projeto, pode ser conhecida em detalhes no blog http://infinitaamerica-partedois.blogspot.com.br/. Será fácil perceber o tamanho da ficção em que me meti e como a contação dessa viagem fala muito mais de descobrimento interno que de externo. Há muita coisa mal escrita, é claro, mas há fotos e descrições para quem está aqui apenas para conhecer lugares. Há pedaços de Bolívia, Peru, norte da Argentina, Chile e Brasil. Pedaços percorridos por mim numa viagem solitária de vinte e poucos dias em maio de 2011, a bordo de ônibus limpos e embarreados, trens de baixa velocidade, vans de nacionalidades variadas e pick ups que andam na areia e no sal.
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Mas, voltando ao café com a pessoa amada, conta a lenda da minha memória que numa daquelas tardes de fim de ano inesquecíveis de Assis, num dia em que o sol e o vento penetravam por ângulos únicos as janelas e portas da pequena casa localizada ao lado de um terreno baldio, Veridiana me ofereceu um café de máquina. Estávamos esparramados no chão da sala, encostando o corpo no piso frio para aliviar o calor, mas ainda assim ela me ofereceu um café. Eu aceitei e de uma tacada só disse: "Falta passar por Equador, Colômbia e Venezuela". "Ahnnn?" ela respondeu. "Pra completar a Infinita América faltam esses países. Já passei por Paraguai, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia e Peru. Faltam só os três lugares que falei pra completar minhas andanças pelos países de língua espanhola da América do Sul. São os times desses países (e alguns convidados do México) que jogam a Taça Libertadores da América". Veri me estendeu o copo de café quentinho dizendo pra eu por mais açúcar, se quisesse, e acrescentou: "Ahn, e o Corinthians vai jogar a Libertadores esse ano, não vai? Já pensou assistir um jogo num desses lugares. Ia ser demais! Vamos fazer essa viagem juntos, Fábio?".
Daquele dia de novembro ou dezembro em diante, só fizemos falar e planejar a tal viagem. A Infinita América - parte três que aqui vos apresento com certa dose de orgulho e vaidade, mas com muito mais humildade que das outras vezes, porque dessa vez fui ao lado de uma mulher e as mulheres estão aqui para nos ensinar sobretudo a humildade.
Assim, em outro maio que já vai ficando lejos na minha memória, lá fui eu outra vez pelas terras da América do Sul. Para completar meu sonho e meu projeto. E por acreditar que só depois de eu ter pisado descalço o chão dos 10 países desse continente, que faço questão de chamar de tão meu, o Sport Club Corinthians Paulista do meu coração poderia enfim erguer a taça do lugar que nos pertence e gritar alto: estamos libertos! E , antecipando o final da saga, foi assim que tudo aconteceu: a Taça Libertadores da América é nossa!
Infinita América - parte dois: maio de 2011.
Infinita América - parte três: maio de 2012.
Três maios pra ficar no coração!
Um comentário:
saudade forte dos nossos cafés de maquina (preciso comprar mais refis), da pequena casa ao lado do terreno baldio, e de tudo o mais que tivemos la em Assis.
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